Volta e meia somos surpreendidos por notícias que, por diversas
razões, nos causam enorme repulsa, além de uma revolta sem
precedentes,incitando-nos, consequentemente, a realizar a tão famosa
"justiça com as próprias mãos", mas, será que de fato, é esta a
solução?
Aos que acreditam que esta conduta pode ser a solução para o fim da
violência e sensação de impunidade crescente em nosso país, assim o
fazem por em regra, acreditarem que, embora tenhamos um sistema
judiciário, este não se faz presente o suficiente para suprir o
essencial em nossa demanda, levando-nos a achar que somos legítimos,
não apenas para julga, mas, sobretudo, para a resolver nossos próprios
conflitos, sem a presença do Estado, que por sinal, passa a ser
desnecessária.
Preliminarmente, esta de fato, poderia ser considerada a solução, não
fosse a problemática que vem a seguir. Além deste cenário nos remeter
claramente ao tempo em que as condutas e normas sociais eram
resolvidas pela máxima " olho por olho", " dente por dente", é válido
lembrar os perigos que envolvem esse ciclo, pois há de chegar o
momento em que os critérios para a aplicabilidade da justiça fugirá do
controle.
Aos que desacreditam na "justiça" com as próprias mãos como meio de
solucionar a crescente onda de violência e sensação de impunidade em
nosso país, entendem que a problemática não se encontra
necessariamente em calar essa sede de vingança mas sim, em fazer valer
efetivamente as leis e princípios que nossos Estado Democrático de
Direito lutou para conseguir, pois, não nos esqueçamos, por mais
revoltante que seja, evoluimos muito diante da barbárie que vivemos
noutrotempo.
Apesar de tantos pontos conflitantes acerca do tema, em um aspecto
ambos aquiescem, a extrema necessidade do resgate a legitimidade do
Estado.

Ótimo texto !
ResponderExcluirNos faz refletir sobre essa vontade que a maioria de nós sente em praticar a "Auto-Tutela" ou seja Justiça com a Próprias Mãos", porém, não podemos esquecer, que agir de determinada forma pode nos tornar criminosos ao cometer excessos.
Creio ainda que nos tornamos criminosos, mesmo que não hajam excessos.
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